terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tudo é vaidade

Foi se o tempo em que ao primeiro sinal de algo escalafobético da parte dos evangélicos me deixava irritado. Pra não dizer outra coisa! Mas como não quero contrair uma gastrite e muito menos adquirir uma ulcera, resolvi deixar de lado estes por menores.

Ao fazer parte de uma congregação famosa em minha cidade - ou achava que fazia – no inicio dessa caminhada, tudo era diferente e novidade para mim – imagino com muitos também seja assim - e pensava que as coisas iam de vento em polpa. Só que nem tudo é o que parece ser!
Mas para minha sorte eu conheci uma pessoa – uma daquelas que não estão nos holofotes desse mundo - que no dia a dia se dedicava em gastar tempo tentando concertar todo estrago, ou seja, o que me era “ensinado” naquele local. Fazia isso não só instruindo e tirando dúvidas como também me estimulando a ler a bíblia e livros afins.
Não só nos tornamos irmãos, amigos como também desenvolvemos um relacionamento de pai e filho.

Depois tive a oportunidade de participar de outra congregação, agora menor e iniciamos um trabalho junto com outras pessoas e como a mão de obra era necessária nos tornamos “importantes” para instituição assim como ela para nós.
Fiz amizades e inimizades, bons amigos e alguns nem tanto. Magoei e também fui magoado, para alguns um persona non grata. O que penso ter sido gratificante mesmo foram os relacionamentos criados, trazendo crescimento, aprendizado, reflexões para a vida de todos. Principalmente na minha. Foram experiências inesquecíveis!

O que acontece é que depois de ver muita coisa, criticar, peitar muita gente e discordar de certos quesitos cheguei a seguinte conclusão: A de que não teria sido muito útil pelo reino e para as pessoas. Gastei minhas energias e um tempo precioso em vão! E ainda não encontrei o que estou procurando.

Não que eu agora concorde com os devaneios dos crentes. Mas então o que fazer?
Pelo que parece existem duas categorias: Assim como nossos irmãos católicos – que até os defendo vez ou outra - temos aqueles que se conformam em ter “nascido assim e querem morrer assim”. Acreditam em tudo que lhes são dito, não questionam nada e nem se quer preocupam-se em se informar e tomar conhecimento a respeito.
Estão presos em seus mundinhos particulares, em que já viviam, mas agora com a desculpa se ser em nome de Deus.

Há também aqueles que não concordam com esses ideais e que se recusam a emprestar os seus ouvidos a tipos como Malafaias, Felicianos, Macedos e companhia ilimitada. E usam de instrumentos tecnológicos para combater tudo isso. Defendem com unhas e dentes o que chamam de “evangelho puro” através da informática com seus Twitters, Blogs e coisas parecidas, ou qualquer tipo de armas e ferramentas disponíveis mas que ao meu ver no frigir dos ovos acabam em busca dos seus próprios interesses também.
E como alguém disse bem: “Se você não faz parte da solução, faz parte do problema”.

Podemos até fazer uma analogia com a política de nossa nação: A ignorância imperando através dos eleitores enquanto os que estão no poder tiram proveito disso. E muitos somente criticam ou se abstém por pensar não existir mais solução. E dizem: “São todos corruptos!”

Eu mesmo fui ou sou um desses. E para quem já falou que nunca mais pisaria num templo evangélico, hoje não me importo mais com nomes que são dados como crentes, evangélicos, cristãos e até desviado – como já fui chamado - ou coisas parecidas.
Para mim na atual conjuntura, ou seja, no contexto ultimamente apresentado, religiões, doutrinas, denominações, ministérios não passam de vaidade e aflição de espírito.

Cada vez mais vejo que o que importa mesmo é o temor a Deus e as situações tête-à-tête da vida. Onde são gastos tempo e o empenho do amor é o que prevalece. Onde vínculos são criados e vidas transformadas. Onde o pão é repartido.Tudo isso ofertado espontaneamente!

Não que as reuniões não sejam importantes, mas se não houver de fato mudanças, transformações de vida – não de estereótipo – mas as de um novo nascimento, de nada valerão. Como Paulo mesmo disse: Essas reuniões que mais fazem mal do que bem.
Porém não fazer parte ou me erguer contra, quem sabe até chegar a ponto de me sentir exausto nessa batalha desacreditado pedindo a própria morte como alguns dos profetas do passado não surtirão nenhum efeito.

Muitos também chegam a situações insustentáveis naquele ambiente e resolvem colocar um ponto final cometendo o erro de querer edificar suas próprias igrejas. Mas Cristo afirmou que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja Dele. Essa talvez seja uma diferença considerável.


O que posso dizer é que assim como Paulo precisamos considerar muitas coisas como esterco para poder ganhar a Cristo. Conhecê-lo e ser participante de seu sofrimento tornando-nos como ele em sua morte. E de alguma forma alcançar a ressurreição.
Não nos tornando inimigos da cruz de Cristo tendo o estomago como deus nessa busca desenfreada pelas coisas terrenas.
Portanto o sinal de Jonas há muito tempo esquecido seria o mais viável nesses últimos tempos.

Precisamos amadurecer. Temos compromisso com a instituição ou em nome de nossos próprios interesses combatendo a mesma, mas não temos compromisso com as pessoas.


“Vaidade de vaidades diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade”.

Provavelmente até este texto seja minha vaidade, mas cabe a você considerar como esterco ou não para poder ganhar a Cristo.


Que Deus nos livre da omissão e dos nossos interesses particulares!

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