quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Entendes o que lês?


Que triste, escrevo para quem não sabe ou não quer ler! Isso não é uma crítica ao leitor/seguidor desse blog, mas ao internauta em geral. Quantos mais livros leio a respeito do avanço da tecnologia mais confirmo este veredito: Internauta não sabe ou não quer ler, e por isso vem para blogs como esse! A primeira reação que costumo receber a tal crítica é “mas foi comprovado que essa é a geração que mais lê!” Dois pontos aqui, primeiro, que tenho problema com o chavão “foi comprovado”, porque foi comprovado que quase sempre que disser “foi comprovado” serei acreditado. (Entendeu?) Minha primeira reação depois de escutar um “foi comprovado” é perguntar “por quem?”, “por que faculdade, instituição, grupo de pesquisas ou estudiosos seu argumento foi comprovado?”; quais são suas fontes? Mas aparentemente a maioria crerá em qualquer coisa que for dito depois das frases “a ciência provou” ou “foi comprovado.”

Creio que somos a geração que mais lê e também a que menos entende ou lembra do que lê. Ler mais não significa ler melhor. Nem sequer estudar mais significa ser mais inteligente ou aprender mais.

Compare o leitor e ouvinte comum da década de 40, que acompanhou pelo rádio C.S. Lewis no seu Cristianismo Puro e Simples, e o leitor ou ouvinte comum de hoje. C.S. Lewis escrevia e falava a pessoas  não cultas. Cristianismo Puro e Simples foi um livro direcionado ao público leigo em teologia, religião e filosofia, e veja seu conteúdo! Poucos hoje conseguem ler esse livro e dizer “entendi!” Tive um colega que desistiu de sua leitura já nas primeiras páginas e disse “isso é coisa pra doido; não entendo NADA.” Por favor, não estou chamando meu amigo de burro, apenas dizendo que a pessoa comum de hoje aparentemente tem menos capacidade de  prestar atenção e interpretar do que a pessoa comum da década de 40. Mas por quê? O que mudou? Não temos mais acesso à informação do que eles tinham? Não lemos mais do que eles? Não debatemos mais? Não escrevemos mais? Não conhecemos mais?

Há vários e vários e vários livros, artigos e reportagens que demonstram e explicam as causas do emburrecimento global, e a maioria delas concordará que a internet é um dos motivos mais fortes.

No livro Mídias sem Limite, Todd Gitlin escreve que hoje, século XXI, consumimos mais imagens e informações em apenas uma semana do que uma pessoa do século XV consumiria em sua vida toda. Pelo que tudo indica, quanto mais estivermos expostos a informações menos absorvê-la-emos.

Fascinante! Em II Timóteo 3. 1-9 (Leia o versículo, e não na internet! Abra sua Bíblia e vá lê-lo na íntegra!) , o apóstolo Paulo dá uma descrição chocante e muito precisa do homem pós-moderno ao dizer que,  “nos últimos tempos”, haveria homens que aprenderiam sempre e nunca chegariam ao conhecimento. Talvez não estejamos às portas dos últimos tempos, mas certamente somos esses tais homens, que, segundo Malcolm Muggridge, “educam-se à imbecilidade” e, mesmo estudando, não aprendem.  

Estou terminando agora o livro The Shallows, de Nicholas Carr – recomendo infinito de vezes + 2 –, que argumenta extensivamente sobre os danos que a internet causou nos hábitos de ler, escrever, prestar atenção, argumentar, raciocinar, aprender e até mesmo no desenvolvimento do cérebro.  

Segundo o autor, a atenção que um internauta dá a uma postagem de blog é, em média, de uns 30-40 segundos antes de clicar em outro link e pular para outro assunto. É muito provável até que nem metade dos tantos acessos que recebo por dia nesse blog sejam de fato acessos, e sim apenas ricocheteadas, esbarrões e tropicões que usuários dão em meu blog ao navegar pela Net. (Se você já chegou até aqui lendo, prestando atenção e entendendo, considere-se feliz!)

Banners, fotos, links, gifs, vídeos e sons distraem o “leitor” e não o permitem ter uma leitura profunda. As distrações são muitas, a preguiça mental é grande e as tentações de clicar naquele outro link e surpreender-se com o que quer que seja que o espera naquela outra página são irresistíveis. Claro, há grandes benefícios na interconectividade de textos, mas vários estudos demonstram (sério, não vou citá-los, mas quem os quiser, mande-me e-mail!) que a habilidade de ler linearmente, isso é, seguindo uma linha de raciocínio apenas sem interrupções ou pulos de dentro do texto para outros textos através de links está em extinção. Como o autor diz, acabamos desenvolvendo um cérebro de malabarista, fazemos até sete coisas, superficialmente, ao mesmo tempo, o que não seria de todo mau não fosse o fato de que está se desaprendendo a fazer apenas uma tarefa e a ela dedicar toda atenção.

A Net está exercitando uma geração toda a ler breve e superficialmente. Em outro estudo citado, pesquisadores colocaram câmeras presas à testa de dois grupos de voluntários que deveriam ler textos impressos e digitalizados. Enquanto liam, o movimento de seus olhos era monitorado e avaliado. Observou-se que os olhos daqueles que liam páginas impressas percorriam as linhas normalmente da esquerda para a direita e voltavam ao começo da seguinte linha, enquanto que nos leitores de material digitalizado era comum perceber seus olhos movendo-se em F, ou seja, uma linha inteira, daí um salto de algumas linhas, outra linha inteira, outro salto maior, e assim por diante. Depois da experiência, testes sobre o material lido foram aplicados aos dois grupos, e qual grupo você acha que teve melhores resultados? Em todos os estudos conduzidos sempre o grupo do material impresso teve notas melhores.

Leitura online está emburrecendo (dumbing down) pessoas. Acostumando-as a ler sem prestar atenção, interpretar textos às pressas e sem reflexão. A longo prazo, essa prática solidifica um hábito e acostuma o indivíduo a estímulos rápidos e objetivos, fazendo com que toda a atenção e raciocínio demorados sejam sacrificados pela objetividade da aquisição instantânea de informação. O exercício mental que fazemos através da navegação da Web rearranja e cria novas conexões neurais alterando a maneira com que nosso processo de pensar acontece!

Porque estamos acostumados à velocidade de resposta da internet, acabamos querendo que tudo seja tão rápido quanto ela, inclusive nosso aprendizado. Com isso, desenvolvemos e exercitamos uma incapacidade de prestar atenção e se aprofundar na leitura. (Se você chegou até aqui prestando atenção e entendendo, parabéns 2x!)

Mas o que isso tudo significa? Isso significa que é provável que mais da metade das pessoas que lê meu blog não entende o que escrevo, ou por não ler as postagens por completo ou por lê-las às pressas. E se entendem, descartam seu conteúdo logo. Sei que não deve ser o caso de todos, e peço desculpa aos que são exceção, afinal, há mais de 100 seguidores ali à , e pelo menos um punhado deles deve ler, prestar atenção e lembrar do que foi lido. Pelo menos essa é a desculpa que me dou para me convencer a continuar escrevendo.

Tenho certeza de que enquanto você lê essa pequena postagem seus olhos estão flertando com links de postagens passadas, janelas de MSN que piscam e abas de Facebook que mostram que seus amigos lhe mandaram mensagens.

É triste para qualquer escritor (seja de blog, de jornais, revistas, etc.) saber que se é refém de poucos segundos de atenção e pouca capacidade de reflexão.

O diagnóstico é preocupante e difícil de traçar suas causas, mas fácil de se perceber e mais fácil ainda de se tratar: saia da porcaria da internet e vá ler livros bons. Vá ler a Bíblia numa biblioteca, debaixo de uma árvore, no parque, na varanda, deitado numa rede. Leia menos meu blog e mais a sua Bíblia. Acesso menos o Wikipédia e pesquise mais em bibliotecas. Assista a menos vídeos no YouTube – ou no GodTube – e estude mais com seus amigos. Menos máquina e mais jardim irmãos, menos máquina e mais jardim (alusão ao livro The Machine in the Garden, de Leo Marx)  

Guilherme Adriano

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As implicações desse texto para o cristianismo são grandes, alguém sabe me dizer quais são?

Deus não é um homem Branco

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tudo é vaidade

Foi se o tempo em que ao primeiro sinal de algo escalafobético da parte dos evangélicos me deixava irritado. Pra não dizer outra coisa! Mas como não quero contrair uma gastrite e muito menos adquirir uma ulcera, resolvi deixar de lado estes por menores.

Ao fazer parte de uma congregação famosa em minha cidade - ou achava que fazia – no inicio dessa caminhada, tudo era diferente e novidade para mim – imagino com muitos também seja assim - e pensava que as coisas iam de vento em polpa. Só que nem tudo é o que parece ser!
Mas para minha sorte eu conheci uma pessoa – uma daquelas que não estão nos holofotes desse mundo - que no dia a dia se dedicava em gastar tempo tentando concertar todo estrago, ou seja, o que me era “ensinado” naquele local. Fazia isso não só instruindo e tirando dúvidas como também me estimulando a ler a bíblia e livros afins.
Não só nos tornamos irmãos, amigos como também desenvolvemos um relacionamento de pai e filho.

Depois tive a oportunidade de participar de outra congregação, agora menor e iniciamos um trabalho junto com outras pessoas e como a mão de obra era necessária nos tornamos “importantes” para instituição assim como ela para nós.
Fiz amizades e inimizades, bons amigos e alguns nem tanto. Magoei e também fui magoado, para alguns um persona non grata. O que penso ter sido gratificante mesmo foram os relacionamentos criados, trazendo crescimento, aprendizado, reflexões para a vida de todos. Principalmente na minha. Foram experiências inesquecíveis!

O que acontece é que depois de ver muita coisa, criticar, peitar muita gente e discordar de certos quesitos cheguei a seguinte conclusão: A de que não teria sido muito útil pelo reino e para as pessoas. Gastei minhas energias e um tempo precioso em vão! E ainda não encontrei o que estou procurando.

Não que eu agora concorde com os devaneios dos crentes. Mas então o que fazer?
Pelo que parece existem duas categorias: Assim como nossos irmãos católicos – que até os defendo vez ou outra - temos aqueles que se conformam em ter “nascido assim e querem morrer assim”. Acreditam em tudo que lhes são dito, não questionam nada e nem se quer preocupam-se em se informar e tomar conhecimento a respeito.
Estão presos em seus mundinhos particulares, em que já viviam, mas agora com a desculpa se ser em nome de Deus.

Há também aqueles que não concordam com esses ideais e que se recusam a emprestar os seus ouvidos a tipos como Malafaias, Felicianos, Macedos e companhia ilimitada. E usam de instrumentos tecnológicos para combater tudo isso. Defendem com unhas e dentes o que chamam de “evangelho puro” através da informática com seus Twitters, Blogs e coisas parecidas, ou qualquer tipo de armas e ferramentas disponíveis mas que ao meu ver no frigir dos ovos acabam em busca dos seus próprios interesses também.
E como alguém disse bem: “Se você não faz parte da solução, faz parte do problema”.

Podemos até fazer uma analogia com a política de nossa nação: A ignorância imperando através dos eleitores enquanto os que estão no poder tiram proveito disso. E muitos somente criticam ou se abstém por pensar não existir mais solução. E dizem: “São todos corruptos!”

Eu mesmo fui ou sou um desses. E para quem já falou que nunca mais pisaria num templo evangélico, hoje não me importo mais com nomes que são dados como crentes, evangélicos, cristãos e até desviado – como já fui chamado - ou coisas parecidas.
Para mim na atual conjuntura, ou seja, no contexto ultimamente apresentado, religiões, doutrinas, denominações, ministérios não passam de vaidade e aflição de espírito.

Cada vez mais vejo que o que importa mesmo é o temor a Deus e as situações tête-à-tête da vida. Onde são gastos tempo e o empenho do amor é o que prevalece. Onde vínculos são criados e vidas transformadas. Onde o pão é repartido.Tudo isso ofertado espontaneamente!

Não que as reuniões não sejam importantes, mas se não houver de fato mudanças, transformações de vida – não de estereótipo – mas as de um novo nascimento, de nada valerão. Como Paulo mesmo disse: Essas reuniões que mais fazem mal do que bem.
Porém não fazer parte ou me erguer contra, quem sabe até chegar a ponto de me sentir exausto nessa batalha desacreditado pedindo a própria morte como alguns dos profetas do passado não surtirão nenhum efeito.

Muitos também chegam a situações insustentáveis naquele ambiente e resolvem colocar um ponto final cometendo o erro de querer edificar suas próprias igrejas. Mas Cristo afirmou que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja Dele. Essa talvez seja uma diferença considerável.


O que posso dizer é que assim como Paulo precisamos considerar muitas coisas como esterco para poder ganhar a Cristo. Conhecê-lo e ser participante de seu sofrimento tornando-nos como ele em sua morte. E de alguma forma alcançar a ressurreição.
Não nos tornando inimigos da cruz de Cristo tendo o estomago como deus nessa busca desenfreada pelas coisas terrenas.
Portanto o sinal de Jonas há muito tempo esquecido seria o mais viável nesses últimos tempos.

Precisamos amadurecer. Temos compromisso com a instituição ou em nome de nossos próprios interesses combatendo a mesma, mas não temos compromisso com as pessoas.


“Vaidade de vaidades diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade”.

Provavelmente até este texto seja minha vaidade, mas cabe a você considerar como esterco ou não para poder ganhar a Cristo.


Que Deus nos livre da omissão e dos nossos interesses particulares!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dizer o que precisa dizer

 Após assistir o filme "ANTES DE PARTIR(THE BUCKET LIST)", me lembrei dessa passagem: Entäo José aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen. E, apresentando-se-lhe, lançou-se ao seu pescoço, e chorou sobre o seu pescoço longo tempo. E Israel disse a José: Morra eu agora, pois já tenho visto o teu rosto, que ainda vives.

 Triste é o caminho da ignorância! Sofrido e doloroso o caminho do medo! O medo de sofrer algum dano, algum tipo de prejuizo. E porque vivemos em ignorancia,trevas, com medo, fazemos as piores escolhas e tomamos as atitudes mais estupidas.

 Aproximadamente 20 anos se passaram até que José reencontrou seus irmãos e seu pai Israel. Como deve ter sido angustiante, sofrido, viver durante todos esses anos  sem saber se ainda veria sua família novamente, epecialmente seu pai?! Ou quantas perguntas sem respostas repolsavam sobre sua mente, volta e meia o atormentando?! Pior para seus irmãos, por carregarem o peso da culpa, um segredo guardado a sete chaves de seus pais.
 A biblia relata que quando ele se revelou para seus irmãos toda a casa de Faraó pode ouvir o seu choro. Como se estivesse preso, entalado por todos esses anos!

 Quantos exemplos de ignorância, ciumes, inveja, arrogância, egoismo, separações nós vemos e vivemos por aí? E a troco de que? Do nosso próprio beneficio! Daquilo que chamamos de "direito". Cada vez mais as pessoas se isolam para se proteger. Lembro de me pai dizendo: "O homem não é uma ilha."
 Se pararmos pra pensar, sempre temos algum problema ou estamos em conflito nos nossos relacionamentos - amorosos, familiares e profissionais - e a dedução que chegamos é que e o problema seria com aquele com quem estamos em contato. Mas será que o "difícil" mesmo, nessas situações é realmente o outro?

 Concordo com o que disse um homem sábio: A fé não para mover a mão de Deus como muitos imaginam e afirmam. A fé é para que nós possamos nos movimentar em favor do outro. Infelizmente temos o hábito de caminhar pelo que os nossos olhos podem vêr. E só cremos quando colocamos nossas mãos na ferida. Talvez tarde de mais!

 Quantos não tem a chance de se reencontrar ou até mesmo dizer o que precisam dizer?
 Quem sabe não é a hora de se lançar ao pescoço de alguém e chorar...

 Que a graça de Deus seja com todos nós. Assim seja.

Sidney Teodoro

Mendigo Urbano


Débora Spitzcovsky
Mendigo Urbano* é o nome do site e o objetivo é despertar a solidariedade coletiva. Como? A iniciativa, claramente inspirada no site de compras Peixe Urbano, convida os internautas a se unirem para “comprar” um morador de rua pela internet e, assim, ajudá-lo a melhorar de vida.

Funciona da seguinte maneira: os criadores do portal – os universitários brasileiros João Burzlaff Lopes e Bruno Stein – selecionam moradores de rua que gostariam de participar do projeto e colocam seu “passe” à venda no Mendigo Urbano, por R$ 250. Os internautas, então, podem comprar parte do passe – ou, até mesmo, todo ele – e quando a quantia estipulada pela oferta for alcançada, o morador de rua é “vendido”.

Antes de você se indignar, a gente explica: a compra, nesse caso, é fictícia e, obviamente, não significa que os internautas terão posse do morador de rua. Na verdade, os usuários do Mendigo Urbano financiarão a compra de um Kit Mendigo para o morador de rua “arrematado”, que dá direito a cesta básica, roupas e um corte de cabelo.

Por enquanto, quatro moradores de rua estão cadastrados no Mendigo Urbano – Seco, Santa, Maurício e Bira –, mas nenhum deles teve seu passe 100% vendido. No portal, é possível conhecer a história de cada um e, ainda, sugerir novos moradores de rua para participar da iniciativa: basta informar o nome do indicado, o lugar em que vive e por que merece fazer parte do Mendigo Urbano. Todas as propostas serão analisadas pelos criadores do site, que pretendem ajudar cada vez mais moradores de rua com o novo projeto.

E aí, o que você achou do Mendigo Urbano? É uma boa ideia ou não?
Assista, abaixo, ao vídeo da iniciativa!



Imagem: Mário Rodrigues


FONTE: Planeta Sustentável

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Deus faz que o solitário viva em família

 Quando criança toda oportunidade, tempo livre que tinha - sejam férias, fins de semana e feriados – logo me via em direção a casa da minha saudosa avó. Foi um período que pude desfrutar mais de meus primos e tios.
 Com a venda da casa e o passar dos anos entre tantos endereços diferentes em que estive fomos nos distanciando, ou melhor, eu fui me distanciando. Não só deles como também dos de dentro da minha própria casa. Meu pai costumeiramente dizia que eu tinha crescido e que quando os filhos crescem é isso o que acontece. Suas palavras sempre carregadas de sabedoria e razão! Embora o seu desejo tenha sido sempre que todos os seus filhos permanecessem crianças, pelo menos no que diz respeito ao amor sublime e a entrega sem reservas e ressalvas pelo mesmo. Que alguém me faça o favor de criar uma máquina do tempo pra que eu possa tornar a velo correndo ao meu lado enquanto pedalo minha bicicleta pelas ruas de Belo Horizonte ou quem sabe na saída da escola me acompanhando todos os dias na volta pra casa, nem que seja apenas mais uma vez. Mas enquanto isso não acontece, tento voltar as minhas raízes, re-aprendendo e aprendendo nessa nova formação em que minha família se encontra. Deixarei para falar sobre isso numa outra oportunidade!
 Já diz uma canção, “Família, um sonho ter uma família... Família, um sonho de todo dia... Família é quem você escolha pra viver, família é quem você escolha pra você. Não precisa ter conta sanguínea, é preciso ter sempre um pouco mais de sintonia”. Embora eu não tenha constituído a minha e nem sei se vou, tenho grandes amigos, que os considero como sendo parte da minha família. E é sobre eles que quero falar um pouco!
 Conhecemos-nos numa viajem para o litoral num desses acampamentos de igreja e tornamo-nos inseparáveis durante algum tempo. Mas já que “o pra sempre sempre acaba”, devido aos caminhos, rumos que tomamos ou vamos sendo empurrados pela vida, acabamos nos distanciando pouco a pouco.
 Em nosso último encontro, diga-se de passagem, para celebrar a união - AMOR - de um casal de amigos muito especiais, notei que a magia não se perdera. Mesmo sentindo a ausência de alguns que não puderam estar conosco por uma razão ou outra.
 Logo após a cerimônia nos reunimos pra mais um momento de comunhão marcante em nossas vidas. Fico impressionado que apesar de conversamos sobre inúmeros assuntos, caímos sempre em discussões sadias sobre a bíblia e as boas novas.
 Confessamos nossas fragilidades uns aos outros e um novo dia amanhecera. Longe de nos tornarmos a família perfeita, temos um toque especial que podemos chamar de compromisso, empenho com cada um ali, ou com aqueles que venham se juntar a nós no futuro. Espero que ela nunca pare de crescer! Cada um com suas características, limitações, virtudes e histórias.
 Alguns ali até encontraram sua alma gêmea, outros se tornaram mais do que simples irmãos que apenas carregam o mesmo sobrenome.
 Talvez seja essa a família que o salmista se refira e que Deus fez com que eu possa viver. E que eu amo.
 Essa é só mais uma de nossas muitas aventuras e minha singela homenagem.
 Até a próxima...


“- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.”

 Que a graça de Deus seja com todos nós.Que assim seja.

Assinado: Sidney Mello Vasconcelos Lara Nicolau Faria Demétrio Fáccio Santos Paixão Mineiro Moura Vidotti Santana Polidoro Duarte Rocha Condé Sousa Elísio Rangel Bolina Serafim Hosana Magalhães